quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Que pena

Teve aquele lugar onde eu quis muito que a gente morasse.

Fui pra lá e montei casinha fogãzinho ninho carinho cantinho.

Estive lá por tanto tempo e foi bom te ver chegando devagar chegandinho.

Estive lá e acendi lareira pra te esperar quente quentinha quietinha.

Você chegando parava vez em quando para cortar uma árvore.

Eu pensava que era para a nossa lareira.

Era não.

Era para outra coisa. Eu sou míope. Não vi entendi. Só sei que parava e parecia ter um motivo para parar.

Você parava e parecia que era por mim por nós por um futuro de silêncio cama caminha caminho de mãos dadas.

Era não.

Você parou de novo e eu fiquei olhando de longe.

Corri me perfumar escrever bilhetinho poeminha textinho coraçãozinho.

Você parou e gritou comigo para que eu fosse até você.

Eu achei que era hora de estar na casinha construída e fiquei sem saber pra onde.

Você chamou de novo e eu fui.

Fui devagar andando mas era meio frio e tinha menos inho ninho carinho.

Era jeito estranho de ser gente grande que ama.

Era jeito seu. Eu não sou seu. Jeito tem que ser minha. Força para estar na trilha fria.

Eu parei.

Você parou.

A casinha está quentinha quietinha lá atrás.

Você correu passou por mim entendeu sentiu talvez tenha chegado até você o cheiro de bolo quente que eu estava assando.

Você na nossa casinha me acena da janela.

Que bom que você chegou.

Que pena que eu já fui embora.

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